segunda-feira, 11 de abril de 2011

Alô, alô, Realengo, os meus sentimentos!

Indo na contramão do “banquete” que ora alimenta a mídia do nosso país, não vou jogar pedras, não vou acusar, não vou, muito menos, abrir espaços para servir de parapeito para incautos que, sem nenhuma capacidade reflexiva, limitam-se a apedrejar uma casa vazia, responsabilizar uma família em pânico e tão atônita quanto todo o restante do Brasil, como à de Wellington. Venho, ao contrário, com muita lucidez, pelo que me parece, trazer uma reflexão.

Lamento profunda e tristemente pelas crianças que se foram. São vítimas, sim, sem dúvidas. No entanto, fico a me perguntar: De quem, exatamente? A mídia, em pareceria com as nossas autoridades, tenta “resolver” a questão com propostas interessantes como o desarmamento e segurança nas escolas. Ótimo! Sigamos, companheiros! Vamos aproveitar o momento e começar a agir.Um dia chegaremos lá.

No entanto, tenho cá para mim que tudo depende de uma revolução na EDUCAÇÃO. Eis aqui a base de tudo. Vejamos então: Quem era Wellington? Alguém que não tinha o poder de se comunicar. “Mal ouvíamos a voz dele, vivia no mundo dele”, contou uma vizinha. “Era muito calado, muito fechado e a galera pegava muito no pé dele, mas não a ponto de ele fazer isso”, disse seu ex-colega Bruno Linhares, 23 anos, referindo-se ao massacre. Precisava de proteção e carinho? Não sei ao certo, mas precisava ser “respeitado”, apenas. Ser visto como alguém e nada mais. Não tinha amigos, não se comunicava, não falava. E isso, lá, no ensino fundamental. Naquela série em que os professores tentam alertar: “Há algo estranho com esse menino”, mas que ninguém atenta. Muito menos a família que, muitas vezes, prefere ignorar. “Depois passa.” Não passa. Fica e vai sedimentando, em pequenas doses de raiva e desconforto. Aquele mundo não é dele. Ele só está “colado” ali.

Claro que nada disso pode justificar o que aquela pobre alma fez, mas explica, sim. Era um louco, solitário na sua doença, incapaz, desprovido de sentimentos. Mas...ninguém conseguia enxergar isso? Só uma velha mãe, que até tentou, mas foi vencida pelo tempo e pela morte? O cara sofreu Bulling cruel na escola: “A gente chorou muito pensando que Wellington matou aquelas 12 crianças em represália pelo que aconteceu com ele quando nós estudávamos juntos”, contou Thiago da Cruz, outro ex-colega, que usou o adjetivo assustador para se referir ao bullying e à chacota a que Wellington foi submetido. Em entrevista à Folha, reconheceu que não suspeitava do dano que cometeram e acrescentou chorando: “Não era para ninguém ter pago por uma coisa que nós fizemos.” Sim. Fizeram, mas por onde anda a família que mal acaba por “alimentar” o preconceito, com suas mal disfarçadas críticas aos gordos, aos feios, aos menos inteligentes ou aos que se vestem assim ou assado? Muitos professores tentam, alertam, discursam, fazem campanhas, como muitos Colégios, mas precisamos de mais! De medidas concretas contra esse horror que tem nome estrangeiro, mas que, para mim, chama-se: AMEDRONTAR, ENCURRALAR. Câmeras em colégios são legais, detectores de metal, catracas, guaritas, porteiros armados (Sugestões de Sarney!!) Eu me pergunto: Isolar a escola resolve? Não lhes parece uma penitenciária, senhores?

Talvez eu seja uma romântica incorrigível, mas, que tal substituir tudo isso por; EDUCAÇÃO? Que tal as famílias interagirem mais com a escola do filho? Que tal dar EXEMPLOS? Que tal pensar em abolir preconceitos idiotas? Que tal sentar e discutir a questão? Que tal pensar o aluno como um filho, realmente, e ter um olhar mais atento para ele? Faltou ao Wellington tratamento, remédios e, quem sabe, afeto. Quem sabe aquele abraço solidário e aquele cheiro no cangote que Wellington nunca recebeu, levando consigo três fiapos de humanidade: o beijo na testa da professora de literatura, a preocupação com os animais desamparados e a retirada de um aluno de sua mira: “Fica frio, gordinho, que eu não vou te matar”. Ei!!! A propósito: Era um “gordinho”!!! Coincidência? Pense!!!

Resta-nos o desalento de ter que escrever uma página da história do Brasil com sangue. Algo que só acontecia do lado de lá, mas que a internet trouxe para cá. Algo que parecia tão distante, e agora bateu à nossa porta. Nossos loucos eram bem mais mansos; agora eles se avizinham mais cruéis. A internet tem culpa, a sociedade tem culpa, Wellington tem culpa, mas era louco.

Alô, alô, Realengo, meus sentimentos. Que aquelas crianças descansem em paz e que a sua morte não sirva apenas para dar ibope, mas para que iniciemos uma revolução pela EDUCAÇÃO

Profª Rozana Pires

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

É NATAL !!!!!!!

Natal...muitas saudades...imagens que passam como sombras,
lembranças de sorrisos, vozes nervosas a falar alto,
Rezas, família inteira, sem faltar um pedacinho que fosse.
Natal é saudade do que foi e a perpetuação de momentos que se tatuam na nossa história.
Que raio de comemoração é esta que mexe com a gente
E nos leva a acreditar que o passado ficou, o presente é lindo e o futuro pode ser de esperança???
Há algo no ar que nos faz sorrir e chorar.
É o enlace entre a tristeza e a alegria.
Mistura de sentimentos que não lembramos existir no decorrer do ano.
Natal é querer reviver uma história que se foi,
É olhar a fotografia amarelada pelo tempo e estar nela,
Natal é grito de paz, de dor, de fé, de raiva, de amor,
Natal é cumplicidade de sentimentos desbotados, vontade de reconciliar,
Mesmo que brigue depois.
É isso!!! Natal é trégua momentânea, sabores de renovação,
Natal é desejo, é expectativa, é 13º, é liberdade de dívida...
Natal é o que ficou de um pobre menino-mito,
Que nasceu assim, de repente, cheio de mistérios, numa história esquisita e bela
Uma história de dúvida e de estrelas mágicas, de anjos que falaram e reis que presenteram.
Natal é “noite feliz”, cantada no mundo (quase) todo.
Natal é quando “tudo é paz, tudo é luz”
Natal é momento mágico de se render a um cara que, para nós, tem 2010 anos,
Morreu dizendo “amem-se!” Renasceu para iluminar caminhos.
“Dorme em paz, ó Jesus!”
Seus filhos não aprenderam ainda a sua lição,
São desobedientes e teimosos,
Mas estão colorindo as ruas, arrumando a casa, comprando presentes...mas não é para Você!!!
É...mas, de alguma forma, eles se lembram de que o niver é Seu!!!
Eles sabem que “a festa é sua, a festa é nossa, é de quem vier”
E nesta trégua misteriosa, cantaremos o amor, nos abraçaremos,
Quem sabe oraremos, se der, agradeceremos a Você por tudo,
Choraremos nossas lembranças, perdas, esperanças,
Porque somos brasileiros, filhos da emoção,
Passionais de carteirinha, malandrões por convicção
“Vem a nós todos salvar!!”
“Dorme, em paz, ó Jesus!”
É Natal!
Rozana Pires/ 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A BUSCA DE MIM

Procuro-me em mim
Descubro-me outra
Uma mulher nova,
Melhor, uma nova mulher
A semântica dá novos sentidos
Mas o sorriso dá novo alento.
Procuro o que resiste em mim
E contemplo a alegria de outrora
Sem saudosismos vãos,
Mas a alegria simples de saber-me viva, inteira, plena...
Encontro em mim a mulher que luta e conquista,
Mas se faz doce e submissa
E atriz que finge não ser, mas é....e gargalha...
Procuro-me na contemplação da lua,
No mar suave ao amanhecer,
No sol que surge se impondo.
Procuro-me e já não me encontro, eu mesma
Aquela que queria e queria e nunca se contentava
Agora há outra que continua querendo,
Mas sabe que já conquistou.
Procuro a mulher que arde no leito de amor.
E encontro uma menina capaz de amar sem sentir dor.
Rozana Pires

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PRECONCEITO E DOR: DE QUEM É A CULPA?

Ainda me surpreendo comigo mesma quando me flagro assustada com certos atos de selvageria. Que bom!!! Fico muito, muito feliz por me saber humana. Sim. Só o estado de espanto é humano e me recuso a ser mera criatura que flutua entre a o ter e o ser. Nada! Quero, apenas, viver. Viver, no entanto, resume-se a surpreender, assustar, compreender, descobrir. E eu descubro, com espanto e horror, que o mundo ainda esconde surpresas postas em desalinho com o que se espera do homem da modernidade.
Alguns jovens entre 15 e 17 anos assustam o país ao espancarem, sem qualquer sentimento de piedade, rapazes que , supostamente, são gays. Mais de 4 contra um, apenas um. Acuado, humilhado, ferido no corpo e na alma. Não bastasse a intolerância do silêncio hipócrita de alguns, o grito em socos e pontapés. Os agressores são de classe média; aquela protegida por pais, leis, escolas. São os jovens que assistem, como se não prestassem atenção, à enorme demanda de crimes que se perpetuam e crescem por conta da impunidade. O fato é que “parece” que eles não prestam atenção, mas prestam sim e creem que podem também estar acima do bem e do mal. E eis a palavra de ordem: IMPUNIDADE.
Não tenho a receita para combater isso, muito menos me excluo da culpa nessa engrenagem da qual, mesmo relutando, faço parte. O fato é que esses meninos apostam nisso. Eles se perdem em seu mundo dourado e acreditam que NADA os molestará e deixam fluir o seu preconceito embutido e disfarçado. De onde trazem esse sentimento? Em que momento de suas recentes existências perceberam que ser diferente, é ruim, é pecado, é perigoso. Que modelos afinal eles seguiram? Sim, porque, como já tenho dito, palavras não educam, mas exemplos, sim.
É lamentável, doído mesmo, perceber que nós, adultos, pais e educadores, estamos falindo. Somos nós os exemplos deles. Somos os que os fazem acreditar que diversidade é algo que deva ser combatido com socos e pontapés e, talvez, com um “pouco de sorte”, com a morte. Ser negro, gay, nordestino ainda causa desejos de matar em alguns jovens neste “Brasilzão” de tantas misturas. Roubos, maus tratos contra crianças, estupros, fichas sujas, não.
Precisamos urgentemente rever nossos conceitos e posturas. Precisamos endurecer para que nossos meninos percebam que há um limite. Precisamos acreditar na Escola que escolhemos para nossos filhos e estabelecer uma parceria séria, em que valha mais a figura do educador e menos a mensalidade que se paga. Uma parceria que permita que eles sejam punidos quando se fizer necessário e que a Escola aí seja a lei, os pais, os que respeitam essa lei e seus filhos, massa a ser modelada para mandar para o mundo cidadãos melhores. Precisamos nos reinventar e ter a coragem de nos olharmos bem no fundo e enfrentar a certeza de que atos bárbaros, cometidos por jovens em tão tenra idade são de responsabilidade nossa, sim. Como pais, educadores, representantes políticos. Um homem, independente da sua condição social, não urina na rua porque esse ato esteja no seu DNA. Ele o faz porque, um dia, alguém (Mãe, avó, tia, pai...) o induziu a fazê-lo, tornando-se, assim, algo banal.
As autoridades buscaram grupos de Neonazistas, Skin Reads, Os Carecas, enfim...Buscaram culpados em redutos doentes e malcheirosos; buscaram culpados no óbvio! Quem sabe não tenha sido algum grupo terrorista, ou mesmo muçulmanos nas cores verde e amarela! Mas foi com constrangimento que a polícia anunciou: Não! Eram jovens de classe média, bem nascidos, com endereço fixo, pais vivos, boa escola e ...preconceituosos.
Portanto, fica aqui a minha reflexão diante de crime tão indefinível. Algo que revela um preconceito cruel, vil, doente. Plantado por quem? Quando? Como? Não sabemos, mas imaginamos. E dormirei agitada, mas, de certa forma, em paz, pois ainda estou assustada, indignada, enojada. Isso significa dizer que ainda há “gente” dentro de mim.
Rozana Pires
20-11-2010

domingo, 26 de setembro de 2010

CARTA PARA VOCÊ

"CADA UM DE NÓS CONSTROI A SUA HISTÓRIA
E CADA SER, EM SI, CARREGA O DOM DE SER CAPAZ
E SER FELIZ..."

Pois é, PESSOA, cada um de nós faz a própria história. Eu fiz a minha e creio que parte dela foi bem feita; a outra deixou a desejar. Por essa parte mal feita, pago o meu preço. No entanto, quero, num esforço sobrehumano e derradeiro, concluir esta parte que foi o que aprendi da vida. Agora, vejo que já está ficando muito tarde para remendar trapos e tecer novos tecidos. A vida passa, sou "envelhecente" e já não tenho ilusões ou tempo para ir corrigindo coisas erradas, mas quero VIVER, assim, devagarinho, saboreando cada momento, como se degustasse um bom vinho. Quero caminhar sem olhar para trás, sentindo o futuro que é daqui a pouco. Tentar não errar tanto, mas me permitir cometer erros sem culpa, pois viver é um desenhar sem borracha e os meus desenhos eu continuo traçando. NÃO vou mais ficar correndo atrás de ninguém para NADA. Nem para amar, nem para dar amor, pois até para dar amor, o outro precisa querer receber, né? Se alguém não aceita a forma como quero dar o meu, paciência! Por isso ponho aqui o meu amor por vc, pessoa, e deixo um pequeno legado em forma de conselhos. Lá vão alguns:

1) ACREDITE MAIS EM SI, em seu potencial, em sua capacidade para construir coisas. VC PODE MUITO MAIS DO QUE IMAGINA.

2) CUIDADO COM O QUE DIZ!!!! O segredo consiste em entender que as palavras têm força, poder e elas acabam se voltando contra nós, ou não. A escolhe é sempre nossa e tire Deus dessa culpa, ok?

3) APRENDA A PERDOAR!! Vc está sempre armado contra o mundo. Deixe isso para os pobres de espírito, infelizes.

4) CALMA!!! Eu corri tanto e hoje vejo que não precisava. Ficou um monte de coisas pelo caminho, espalhadas e inúteis. Já não servem mais para mim.

5) ACEITE AS PERDAS!!! Não temos nada nosso. Isso também faz parte de nossa história. Só quem parte cedo pode não vivenciar as perdas. Elas são sangue nas veias da vida.

6) CUIDE DE VC!!! Não só fisica, mas espiritualmente tb. Busque uma fé! É muito bom ter com quem dividir coisas.

Agora, uma pequena reflexão: O que lhe falta EXATAMENTE? Vc tem inteligência e FELICIDADE. Pois é, tem sim, mas não consegue enxergar. Só as verá, qdo já não a tiver. Aí estarão espalhadas pelo caminho que vc caminhou sem olhar e não poderá mais voltar. Taí...nas suas mãos...ao seu alcance, mas vc só se queixa: saudades, desamor, uma relação que está uma merda e só vc não vê, ou, PIOR, vê e não tem coragem de definir. Ou estará boa, mas vc tb não consegue ver? TIRE A VENDA QUE COBRE SEU OLHAR DE ALMA, pessoa!!! PARE de se sentir tão infeliz!!! Vc É FELIZ e não sabe!!!O que teme? Mude algo em si!!! Ocupe seu tempo pensando em si mesmo de uma forma legal, positiva.

FAÇA ALGO POR VC!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

SE EU PUDESSE RECOMEÇAR

Se eu pudesse recomeçar a minha história,
Mudaria algumas coisas, sim.
Mas não chorarei os pores-do-sol que perdi,
Nem lamentarei as escolhas feitas,
Também não repudiarei os encontros permitidos,
Muito menos sofrerei pelas decisões que não tomei.
Mudaria, sim, a forma de olhar a vida.
Desviaria meu olhar das dores mal sentidas,
Diria mais “não” e dormiria tranquila por isso.
Jamais me culparia por atitudes ou resultados.
Tudo tem seu momento de acontecer.
Por isso, não teria pressa, nunca!
Gargalharia mais e deixaria o vento bater nos meus cabelos desordenando-os.
Se eu pudesse recomeçar a minha história,
Romperia tabus e beijaria outras bocas.
Não me contentaria com sonhos,
Buscaria realidades.
Não obedeceria tão cegamente,
Desarrumaria a ordem natural das coisas.
Se eu pudesse recomeçar a minha história,
Seria Rozana, com “Z”!
Amaria na mesma intensidade, sofreria pelas mesmas razões,
Acolheria os mesmos amigos,
Cantaria as mesmas canções,
Diria as mesmas frases,
Acreditaria no mesmo Deus,
Receberia minhas filhas com a mesma intensidade,
Amaria com a mesma verdade,
Escolheria a mesma profissão,
Porque minha vida foi inteira,
Nada vivi pela metade,
Mas aprendi, sobrevivi, amei,
Cantei, lastimei, me rasguei inteira na dor,
Conheci o grito do silêncio,
Adormeci com o silêncio da canção.
Assim “escrevinhei” minha história.
Gargalho com intensidade, sem medo
E o mundo ouve o eco do meu riso,
Percebe a força do meu olhar,
Recua diante do meu grito
E sigo, sem olhar para o que ficou,
Porque meu nome é sorriso,
Minha força é o meu olhar
E o meu amanhã chama-se ESPERANÇA .
Rozana Pires
15/09/2010

domingo, 1 de agosto de 2010

Viver é Administrar Saudades

Mais uma vez a vida me obriga a parar para recomeçar.
Fico me perguntando quantos “recomeços” terei ainda que enfrentar.
Fico me perguntando quantas vezes ainda terei que acenar
Na esperanças de ver o passado voltar.
As lágrimas caem fácil e só elas me confortam
Só elas me aliviam o coração.
Ninguém imagina a dor que sinto agora
Sei que todos dirão: pior não é a morte?
Pior não é a doença, a solidão?
Pior não é a condenação de um leito doente?
Pior não é o abandono?
À merda o que é pior...
Quem pode medir o nosso sentimento?
Quem pode determinar o que seja melhor ou pior?
Bem sei o que seria pior que a partida com esperança de retorno,
Bem sei...
Mas não importa. O pior agora é o adeus.
Amigos que se vão e deixam marcas,
Filhos que se vão para seguirem seus destinos,
A gente que fica, na esperança de um amanhã.
A história se fecha, para mim, em mais um capítulo.
Isso é o pior. Pronto!
Que ninguém me venha dizer o que seria pior. Eu sei...
Mas que a vida me permita chorar muito.
Chorar a minha saudade,
Chorar a minha tristeza de não ter condições financeiras para fazer outro capítulo,
Chorar por querer proteger e não mais poder.
Chorar por não se capaz de fingir que está tudo bem, que vai passar.
Dany vai voar para fazer a história dela
Construir a família dela
E eu passo a ser “o outro lado”
Passo a ser a lembrança de uma infância alegre, até feliz.
Passo a ser a gratidão e a preocupação.
Hora de ficar para trás.
Viver é administrar saudades.
Assim caminha a humanidade...
Rozana 01/08/2010